quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Final do Ânus...

Não, não é um erro ortográfico nem nenhuma obsessão da minha parte com esta parte do corpo tão peculiar e muito menos um trocadilho merdoso com a época do ano que se avizinha. É apenas a constatação de um estado de espírito que me invadiu nesta quadra natalícia e que se arrastou até agora. Respondendo já à pergunta que se impõe fazer, "O que é que o cu tem a ver com as calças?" eu digo: o meu, está uma desgraça!! F****ram-me no Natal com serviços atrás de serviços, a apanhar temperaturas a rondar os escaldantes -3ºC e agora, no final do ano, altura em que eu pensei que me ia conseguir sentar outra vez... Taruz! Mais uma f***! Servicinho até às 24H00 do dia 31!
Agora já percebem o título, não é? Com f**** destas não há cu que aguente! E o meu está nas últimas...

P.S.- Eu prometo que no início do ano novo deixo as lamúrias de lado. Agora vou curar as assaduras e alinhar os Shakras... BOM ANO PARA TODOS!!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É Natal, é Natal... mas só para alguns!

O Natal é, supostamente, a época que a maioria de nós, erradamente, assume como a mais importante do ano. Porque há prendinhas, porque há doces, porque há muito amor para dar, porque fazemos os possíveis e os impossíveis para vermos pessoas ausentes à anos, etc, etc. Não querendo divagar muito sobre a época natalícia, porque o meu conceito de Natal mudou muito nos últimos tempos, apenas digo que se para mim, como adulto, o Natal já não é o que era por muitos e variados motivos, principalmente porque este ano não poderei estar com a minha família porque vou estar a trabalhar, para as crianças continua a ser uma época mágica, de excitação enquanto as prendas não chegam, de ansiedade antes de as abrirem, o extravasar de alegria quando recebem algo que querem muito. A minha filha não é excepção. O acto de montar a árvore de natal  foi para ela um momento especial que eu tenho o dever de lhe continuar a proporcionar, ano após ano. Nada me deixa mais feliz do que vê-la feliz, seja ao receber uma prenda de que gosta, seja a brincar com ela e fazer vir ao de cima o meu lado "giganticamente" infantil, seja apenas por dizer que a amo. E ouvi-la dizer que também me ama com aquele sorriso maravilhoso que me derrete sempre é a maior prenda que eu posso receber. E isto sim, é o Natal que eu tento que exista todos os dias. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Chefe, mas pouco...

Todos nós já tivemos aqueles dias em que não nos apetece ir trabalhar porque estamos desmotivados, maldispostos, sem vontade nenhuma sequer de nos levantarmos da cama. E quando pensamos que temos que o fazer porque somos obrigados, sabendo de antemão que ao fazê-lo vamos ter que aturar o nosso "querido" chefe de quem já estamos fartos de aturar merdas porque o/a gajo/a é um ser intragável, então o pesadelo é mesmo complicado de ultrapassar. No meu caso, vejo no meu chefe uma pessoa frustrada que descarrega os problemas pessoais em cima dos alvos mais fáceis que são os seus subordinados. É daquelas pessoas com um feitio mesquinho que acham que têm sempre razão, que stressam com as coisas mais insignificantes e que, acima de tudo, não aceitam serem confrontados com argumentos mais fortes que os seus. Como é que se lida com um mamífero destes? Como já ando nisto há uns aninhos e já lidei com filho de muita mãe deixo-vos aqui a fórmula do estudo que fiz com este espécime:
Relação Causa/Efeito:
- Mínimo de contacto físico e verbal. Descobri que se me mantiver calado e me deslocar ao estilo ninja, existem grandes probabilidades de ele se esquecer que estou ali, logo não me dirige a palavra, logo não há conflito.
- Quando erro e tenho consciência disso e o chefe já vem de pica afiada para me dar uma bronca a humildade é a melhor táctica. Admitir que se errou e que não vai voltar a acontecer desarma-o num segundo. O discurso de superioridade que tinha preparado transforma-se em "Vá, ok. Mas tenha lá atenção a isso". Nada como passar a mão no lombo do animal...
-  Quando o contacto é inevitável, o silêncio é de ouro. Deixá-lo falar sem lhe dar muito troco faz com que se sinta estúpido por lhe parecer que está a falar sozinho e isso resulta num embaraçoso momento de reflexão.

É que mandar é fácil. Comandar é um bocadinho mais difícil...